Beatriz Jardinha

Beatriz Jardinha cria joias à mão num processo livre, criativo e muito pessoal.

Texto: Mariana Abreu Garcia

Beatriz Jardinha é o nome da joalheira, o nome das jóias por ela criadas – mas não o nome de uma marca. A marca, no verdadeiro sentido da palavra, não existe. Não há coleções nem um enorme stock, não há outros colaboradores nem objetivos a cumprir. Beatriz move-se por aquilo que lhe traz felicidade – e neste momento o seu lugar é entre as jóias que cria.

A história desta não-marca começa na Índia, onde Beatriz mergulhou durante seis meses no universo da joalharia, contactando com técnicas de ourivesaria e filigrana. Foi a sua escola. “Aprendi o que sei sentada no chão, num ambiente descontraído e sem linguagens técnicas. Não tinha que saber as regras para fazer determinada coisa: pelo contrário, tinha que olhar para uma peça e fazer a minha leitura de como chegar lá.” E foi assim, num processo livre e criativo, que Beatriz começou a desenhar e produzir as suas jóias, partilhadas com o mundo através de uma página de Instagram – que ainda hoje é a sua página pessoal. O passa-a-palavra ganhou dimensão e, no verão de 2020, nasce o site. Nunca a marca.

Desde então que Beatriz vai frequentando uma oficina de ourives na baixa de Lisboa, onde aprende entre mestres, mas é no seu ateliê, perto do Parque Eduardo VII, que mais põe as mãos na massa. O trabalho de produção é muito manual, “é puro e duro”. Utiliza serras, limas, martelos e o fogo em materiais como prata e ouro, usando também pedras naturais como a concha e a madre pérola.

Os elementos que usa refletem as muitas viagens que fez e “as auras mais místicas” das pessoas que foi conhecendo pelo caminho. E apesar da inspiração da joalheira ser o simbolismo de cada peça, a ideia de Beatriz não é fechar as jóias nos significados que lhes atribui. É antes ver em símbolos o poder de transmitir a cada pessoa uma mensagem diferente: a que cada uma delas quiser receber em determinado momento.
A peça mais requisitada é o Mina necklace mas as preferidas de Beatriz são as de maiores dimensões. “Têm mais informação e permitem-me dar mais de mim em termos criativos e na própria produção.”

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