Emanuel Rufo

Filho de artesãos, Emanuel Rufo desafiou o pai e juntos fazem brinquedos de madeira à mão.

Texto: Maria Martinho

A mãe é especialista em tapeçaria manual, o pai deixou a construção civil para se dedicar ao artesanato. “O bisavô dele era italiano, daí o apelido. Veio para o Minho, trouxe a tradição de trabalhar a madeira em miniatura e isso foi passando de geração em geração”, diz Emanuel Rufo.
Com mais quatro irmãos, o designer é o único ligado ao ofício dos brinquedos em madeira. Aos 12 anos fez o seu primeiro carrinho, inspirado no piloto brasileiro Ayrton Senna, e tudo o que aprendeu foi por observação. Cresceu no meio das tábuas, das lixas e das latas de tinta, na adolescência apaixonou-se pelo desenho e pela pintura, estudou design de produto em Aveiro e quando nasceu o primeiro sobrinho fez-lhe um cavalo de baloiço de linhas contemporâneas.
Em 2010, o artesão desafiou o pai a embarcar numa aventura a quatro mãos. Dois anos depois, lançou a marca homónima e começou a vender também para o estrangeiro. “Percebi que havia uma oportunidade.”
Tudo começa num pequeno caderno onde Emanuel Rufo desenha os produtos e escreve todas as funcionalidades e mecânicas possíveis. O desenho transforma-se em formato 3D no computador, passa depois para um protótipo tosco e por alguns testes até ganhar forma na pequena oficina instalada na casa do patriarca da família, em Estarreja. “Há objetos que demoramos um ano a desenvolver.”
Pai e filho trabalham com três tipos de madeira – faia, pinho e carvalho – e escolhem-na em função do que querem fazer. A principal matéria-prima é então cortada, lixada e limada, num trabalho minucioso feito com o auxílio de três máquinas. Chegada à forma e textura pretendidas, é hora de isolar a madeira, pintar o objeto com tintas acrílicas e desenhar todos os pormenores, sejam riscas ou números nas portas dos carros.
Dos cavalos de baloiço aos animais com diferentes mecânicas, passando pelos carrinhos inspirados em várias marcas, a família Rufo produz séries de 30 a 50 modelos em poucos dias, com tudo feito dentro de portas, das pinturas às embalagens.

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